Saltar para o conteúdo
Seja nosso parceiro
Equipa da GCR com o Governo distrital em Nipepe, Niassa

quem somos

Uma organização moçambicana, enraizada na comunidade

Uma organização moçambicana enraizada na comunidade, guiada por evidências e comprometida com a protecção e a dignidade de cada mulher e rapariga, em todos os cantos deste país.
Luisa Netsai Sekaimweshe
Directora Executiva · Plano Estratégico 2026–2030

A Girl Child Rights (GCR), conhecida como GCR Para Todas as Raparigas, é uma organização da sociedade civil moçambicana dedicada à protecção, ao empoderamento e aos direitos de mulheres, raparigas e populações vulneráveis, em contextos de crise e de recuperação.

Tem sede em Chimoio, Manica, e está presente também em Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Sofala. Trabalha com agências das Nações Unidas, organizações nacionais e internacionais, o sector privado e instituições do Governo.

É a Convocadora Nacional e acolhe o Secretariado da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP).

o que nos move

Missão, visão e valores

Missão

Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.

Visão

Um mundo onde todas as raparigas e mulheres, com e sem deficiência, gozam do direito à protecção contra a violência, o abuso e a exploração.

  • ResponsabilidadeRespondemos pelo que fazemos perante as comunidades, os parceiros e os financiadores.
  • PaixãoTrabalhamos com compromisso pelos direitos de cada rapariga e de cada mulher.
  • Trabalho em equipaJuntamos equipas, comunidades e parceiros para chegar mais longe.
  • IntegridadeAgimos com honestidade, transparência e respeito, em todas as situações.
  • ExcelênciaSeguimos os mais altos padrões profissionais e éticos em tudo o que fazemos.

a nossa história

Do Centro ao Norte

  1. 2008

    Nasce a Girl Child Rights, em Chimoio

    Um grupo de cidadãos de Chimoio funda a associação Girl Child Rights (Direitos da Rapariga) para proteger as raparigas das comunidades onde os seus direitos são mais violados e defender a sua liberdade de escolha, de expressão e de movimento. A 31 de Julho, o Governo da Província de Manica reconhece a sua personalidade jurídica.

  2. 2014

    Primeiros programas de saúde comunitária

    Com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e financiamento do Fundo Global, a GCR começa a trabalhar na prevenção do HIV e no apoio a pessoas em tratamento na província de Manica. A parceria com o Fundo Global continua até hoje, mais tarde através da Pathfinder, do CCS e do ICRH.

  3. 2015

    Raparigas na escola, na Zambézia

    Como parceira da ADPP no projecto Nikhalamo, financiado pela USAID (2015–2018), a GCR trabalha em escolas primárias e secundárias do distrito de Namacurra para que raparigas vulneráveis se matriculem, permaneçam e concluam os estudos.

  4. 2019

    Protecção à criança e inclusão da deficiência

    Com a Save the Children e financiamento da Noruega (Norad), começa o programa Leave No Child Behind na província de Manica (2019–2023). No mesmo ano, com a Light for the World e a Cooperação Austríaca, a GCR passa a apoiar organizações de pessoas com deficiência em Sofala na promoção da igualdade de género.

  5. 2020

    A Linha Fala Criança chega à zona Centro

    Em parceria com a Save the Children, a GCR descentraliza e implementa na zona Centro do país a Linha Fala Criança, a linha nacional gratuita de apoio à criança, com gestão de casos à distância e no terreno a partir de Manica. Nesse ano começa também a parceria com a Grassroot Soccer, que traz para Manica o método SKILLZ, baseado no futebol.

  6. 2021

    A GCR chega a Cabo Delgado

    Com a Light for the World e a Cooperação Austríaca, a GCR começa a trabalhar em Metuge e Chiúre, distritos afectados pelo conflito armado, para que a resposta humanitária chegue também a mulheres e raparigas com deficiência.

    Participantes de pé durante uma dinâmica numa formação sobre inclusão da deficiência
    Metuge, Cabo Delgado Foto: GCR
  7. 2023

    Doze projectos em cinco províncias

    A GCR implementa 12 projectos em Cabo Delgado, Niassa, Tete, Manica e Sofala, com uma carteira de USD 2,15 milhões em 13 subvenções. Começam nesse ano o Tsogolo Tsicana em Tete, o InPower em Sofala e o Projecto de Recuperação da Crise no Norte, em Palma e Mocímboa da Praia.

    Membros de associações económicas e visitantes reunidos ao ar livre debaixo de árvores
    Palma, Cabo Delgado Foto: GCR
  8. 2024

    Novos programas com o UNFPA no Norte e no Centro

    Começam dois programas com o UNFPA: ResiNorte, com fundos da União Europeia e da Finlândia, em Cabo Delgado e Niassa (2024–2026), e Tolerância Zero, com fundos da União Europeia, em seis distritos de Manica (2024–2028).

    Público sentado à entrada de um novo espaço seguro para mulheres e raparigas, no dia da inauguração
    Cuamba, Niassa Foto: GCR
  9. 2025

    Organizações locais à frente da resposta humanitária

    Em Julho é criada a Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP), que reúne ONG locais e nacionais e é coordenada pela GCR. Em Dezembro, a Assembleia Geral da plataforma confirma a GCR como Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado.

  10. 2026

    Plano Estratégico 2026–2030 e Linha Fala Sem Medo

    A GCR conclui o Plano Estratégico 2026–2030, «Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente». Em Agosto, o INCM atribui-lhe o número curto 1449 para a Linha Fala Sem Medo, a sua própria linha de denúncia de casos de violência baseada no género e contra crianças.

    Equipa da GCR em fotografia de grupo junto a uma estrada com floresta, de camisolas pretas
    Foto: GCR

onde trabalhamos

Cinco províncias, sede em Chimoio

  • Cabo DelgadoAncuabe, Chiúre, Macomia, Mecúfi, Mocímboa da Praia, Montepuez, Mueda, Muidumbe, Nangade, Pemba
  • NampulaEráti, Meconta, Moma, Nacarôa
  • NiassaCuamba, Marrupa, Mecula
  • Manica (sede)Chimoio, Gondola, Guro, Machaze, Macossa, Manica, Mossurize, Sussundenga, Tambara, Vanduzi
  • SofalaBeira, Búzi, Dondo, Gorongosa, Nhamatanda

Presença segundo o Plano Estratégico 2026–2030 e o Capacity Statement 2026. Os projectos por área estão em O que fazemos.

como trabalhamos

A nossa forma de trabalhar

  1. 01

    Centrado na sobrevivente

    A segurança, a dignidade e as escolhas da sobrevivente orientam cada passo. As gestoras de casos seguem as normas GBVIMS+ e as Normas Mínimas de Protecção à Criança, explicam a confidencialidade e os seus limites e obtêm consentimento informado antes de qualquer encaminhamento. Cada caso é acompanhado até ao encerramento seguro.

  2. 02

    Protecção com base na comunidade

    Trabalhamos com comités comunitários de protecção à criança, activistas, líderes comunitários e religiosos e espaços seguros para mulheres e raparigas. Estas estruturas identificam riscos cedo, encaminham casos e continuam no terreno depois de cada projecto terminar.

  3. 03

    Liderança local e sistemas do Estado

    A mudança duradoura é conduzida pelas comunidades e pelos actores nacionais. Trabalhamos com os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, as Direcções Provinciais de Género, Criança e Acção Social e os serviços de saúde, polícia e assistência jurídica, e formamos o seu pessoal em gestão de casos e encaminhamento.

  4. 04

    Do humanitário ao desenvolvimento

    No Norte, a resposta de emergência acontece ao mesmo tempo que o investimento a longo prazo: protecção e apoio psicossocial a par de formação profissional, grupos de poupança, reforço dos serviços públicos e diálogo entre populações deslocadas e de acolhimento.

  5. 05

    Inclusão desde o desenho

    Género, idade, deficiência e diversidade entram na concepção de cada programa. Trabalhamos com mulheres e raparigas com deficiência e com as suas organizações, e todos os dados são desagregados por sexo, idade e deficiência.

  6. 06

    Dados para decidir

    Cada caso e actividade é registado em sistemas digitais (ActivityInfo, Kobo e painéis Power BI), com regras estritas de protecção de dados. Usamos a nossa própria informação para decidir onde reforçar a prevenção, as equipas e as vias de encaminhamento.

governação e prestação de contas

Sistemas que dão confiança

A GCR é uma organização da sociedade civil moçambicana com sede em Chimoio, província de Manica. É dirigida pela Directora Executiva, Luisa Netsai Sekaimweshe, e tem um Conselho de Direcção que assegura a supervisão estratégica.

O Pilar 5 do Plano Estratégico 2026–2030, Excelência institucional, orienta o investimento nos sistemas internos até 2030: governação, gestão financeira, recursos humanos, monitoria e avaliação, e comunicação. Abaixo indicamos o que está em vigor e o que está planeado.

  • Conselho de Direcção

    O Plano Estratégico prevê reforçar o Conselho em competências, diversidade e envolvimento, definir planos de sucessão para a direcção e o pessoal técnico e realizar uma avaliação anual da saúde organizacional.

  • Auditoria e gestão financeira

    As contas dos exercícios de 2023 e 2024 tiveram auditorias externas sem reservas. Até 2030, a GCR pretende investir em software e processos financeiros e em capacidade de auditoria interna, adoptar uma política de recuperação de custos indirectos e procurar acordos de financiamento plurianuais.

  • Salvaguarda e PSEA

    Em Março de 2026, o UNFPA classificou a capacidade da GCR em protecção contra a exploração e o abuso sexuais (PSEA) como «capacidade plena» (8 em 8). A GCR é parceira verificada no UN Partner Portal e membro da Rede PSEA Moçambique. Todo o pessoal e voluntariado recebe indução obrigatória em género, princípios de VBG, PSEA e salvaguarda da criança, com actualização anual.

  • Políticas institucionais

    A GCR tem políticas de salvaguarda da criança, PSEA, assédio sexual, código de conduta, género, antifraude, protecção de dados, aprovisionamento, finanças, recursos humanos e segurança. A Política de Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (2024), aprovada pelo Conselho, exige uma análise de género e protecção no início de cada projecto. O Plano Estratégico prevê a revisão e actualização destas políticas.

  • Monitoria, avaliação e protecção de dados

    Os casos e as actividades são registados numa base de dados alinhada com o GBVIMS+ (ActivityInfo), com painéis Power BI e inquéritos em Kobo. Os dados sensíveis são recolhidos só por quem presta o serviço e partilhados só ao abrigo de protocolos de partilha de informação. O Plano Estratégico prevê avaliações independentes a meio do período (2028) e no fim (2030) e mecanismos de resposta e reclamação da comunidade em todas as áreas de programa.

  • Recursos humanos

    Até 2030, a GCR pretende aplicar uma estratégia de remuneração que atraia e retenha pessoal qualificado em locais difíceis, apoiar o bem-estar e a saúde mental das equipas de terreno e criar programas de estágio com universidades.

Espaços de coordenação

  • Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP)Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado (mandato confirmado em Dezembro de 2025).
  • Cluster de Protecção, Cabo DelgadoParceira activa, com reporte 5W regular.
  • Subcluster de VBG / Área de Responsabilidade de VBGParceira; contribui com dados de casos GBVIMS+.
  • Área de Responsabilidade de Protecção à CriançaParceira participante.
  • Grupo de Trabalho de Saúde Mental e Apoio PsicossocialParceira participante.
  • Rede PSEA MoçambiqueMembro; participou na revisão dos termos de referência da Rede em 2025.
  • Equipa Humanitária do País e Fórum de ONGAtravés da MLHCP, representa as ONG nacionais na advocacia humanitária.

localização

Convocadora Nacional da MLHCP

A Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP, na sigla inglesa) reúne organizações não governamentais locais e nacionais que actuam na resposta humanitária. O seu propósito é que as organizações moçambicanas liderem a resposta às crises nas suas comunidades, em linha com o Grand Bargain e com a reforma humanitária iniciada em 2025.

Conhecer a MLHCP

plano estratégico 2026–2030

Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente

  1. 1Protecção e resposta à VBG
  2. 2Nexo humanitário-desenvolvimento-paz
  3. 3Inovação digital e cobertura nacional
  4. 4Secretariado da MLHCP e localização
  5. 5Excelência institucional
Ver o plano